Praias de Ubatuba

SP · 34 praias · 35 pontos de coleta · análise de 11/10/2026

31 de 35 pontos próprios na última análise.

Praias monitoradas

Ubatuba: o que a cidade oferece

Ubatuba tem mais de 100 praias distribuídas por cerca de 100 km de litoral, e 80% do território do município está dentro do Parque Estadual da Serra do Mar — o Núcleo Picinguaba, sozinho, cobre 47.500 hectares. Essa é a chave para entender a cidade: ela não cresceu ao longo de uma orla contínua, como Santos ou Balneário Camboriú, mas em dezenas de enseadas separadas por costões e morros cobertos de Mata Atlântica. Cada praia é praticamente um lugar à parte, com acesso próprio a partir da Rio-Santos.

Praias

Com criança. As enseadas abrigadas do centro e do sul — Enseada, Toninhas, Grande — têm faixa de areia larga e mar mais manso, porque a geografia em forma de baía quebra a força da ondulação antes de ela chegar à areia. São também as mais servidas de comércio e as mais cheias em feriado.

Surfe. Itamambuca é a referência nacional, sede de etapas de campeonato. Ela é aberta para o quadrante sul e recebe o swell sem anteparo — o oposto exato das enseadas. Vermelha do Norte e Perequê-Açu também entram mar.

Sossego. Vale ir para o extremo norte, dentro do Picinguaba. As cinco praias protegidas pelo núcleo — Brava da Almada, Fazenda, Picinguaba, Cambury e Brava do Cambury — não têm construção de orla, porque estão em unidade de conservação. É ali também que vivem comunidades tradicionais caiçaras e quilombolas, anteriores à criação do parque.

O que fazer

A dez quilômetros da costa, em frente à Praia da Enseada, a Ilha Anchieta é parque estadual desde 1977 — mas sua história é bem mais pesada que a de um destino de passeio de barco. Em 1902, cerca de 412 famílias de colonos e caiçaras que viviam ali foram desapropriadas para a construção de um presídio. O local funcionou como colônia correcional, presídio político e, por fim, presídio de segurança máxima, até a rebelião de 1952, que encerrou essa função. As ruínas continuam de pé e são hoje o principal atrativo da ilha, junto com as praias e as trilhas.

É um daqueles lugares em que o passeio turístico passa por cima de uma história de expulsão e cárcere — vale saber o que se está visitando.

Quando ir

Ubatuba é o ponto do litoral paulista onde a Serra do Mar chega mais perto do oceano, e isso tem consequência prática. A serra força a massa de ar úmida a subir, o que faz chover muito — e os rios que descem dela deságuam direto nas praias. Depois de chuva forte, a água muda de cor e a carga que os rios trazem afeta a balneabilidade por alguns dias.

Isso aparece no boletim da CETESB: pontos próximos à foz de rio alternam de condição muito mais que pontos em enseada aberta. Quando a condição de uma praia aqui aparece imprópria, chuva recente costuma ser a explicação mais provável.

A temporada

O verão é a alta temporada e também o período mais chuvoso — as duas coisas juntas, o que significa praia cheia e maior chance de água turva. Abril, maio, setembro e outubro costumam dar tempo firme com bem menos gente. O inverno é seco, mas o mar fica frio para banho.

Como chegar

De São Paulo, dois caminhos: a Tamoios até Caraguatatuba e depois a Rio-Santos para o norte, ou a SP-125 subindo de Taubaté, que desemboca direto no centro. Do Rio de Janeiro, é a BR-101 pela costa.

Como se locomover

Dentro da cidade, quase tudo depende da Rio-Santos: as praias são acessos laterais a partir dela, e a estrada é sinuosa, de pista simples na maior parte. Distâncias que parecem curtas no mapa levam mais tempo do que se espera — do centro até Picinguaba, no extremo norte, são cerca de 50 km que não se fazem em meia hora.

Um pouco de história

A vila foi fundada em 1637, e durante o século XVII a baía de Ubatuba chegou a ser o porto mais movimentado da capitania de São Vicente. No século XIX a cidade era rica por causa do porto, mas perdeu espaço para Santos e Rio de Janeiro, e terminou o século isolada — o que, ironicamente, é parte do motivo de a Mata Atlântica ter sobrado ali em pé.

Dados do órgão ambiental de SP, segundo a Resolução CONAMA 274/2000. A condição vale para a data da análise; depois de chuva forte, trate o resultado com reserva.